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Desenrola Brasil 2.0 permitirá uso do FGTS para renegociação de dívida

Governo deve anunciar programa ainda esta semana

Agência Brasil
Desenrola Brasil 2.0 permitirá uso do FGTS para renegociação de dívida © Paulo Pinto/Agência Brasil

Pedro Lacerda – Repórter da Rádio Nacional
27/04/2026 - 20:42
Brasília
São Paulo (SP), 27/04/2026 - Ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista coletiva. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
© Paulo Pinto/Agência Brasil

O governo federal deve anunciar ainda esta semana uma nova etapa do programa Desenrola Brasil 2.0, com uma medida inédita: o uso do FGTS para ajudar brasileiros a renegociar dívidas.

O novo Desenrola terá foco na redução da inadimplência, principalmente em dívidas com juros elevados, como cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor. Hoje, essas taxas podem chegar a 10% ao mês, o que dificulta a saída das famílias do endividamento.

A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reuniões com representantes dos principais bancos do país, em São Paulo. Segundo o ministro, o saque do FGTS terá limite e será condicionado ao pagamento das dívidas dentro do programa.

Em troca, o governo exigirá dos bancos juros mais baixos e descontos que podem chegar a 90% do valor das dívidas, como explicou o ministro Durigan:

“O que a gente está exigindo é que haja uma taxa de juros muito menor do que a praticada nesses três segmentos, que são créditos caros que as pessoas têm que tomar no Brasil, tanto cartão de crédito, quanto o crédito pessoal sem garantia, quanto o cheque especial. Então, você está falando de taxas de juros que variam de 6% a 10% ao mês. A gente vai chegar a descontos de até 90% nesse programa.”

Para viabilizar as renegociações, o programa contará também com recursos do Fundo Garantidor de Operações, ampliando a segurança para bancos e consumidores.

Apesar da abrangência, o ministro reforçou que a iniciativa é excepcional e não será recorrente. A previsão é de que dezenas de milhões de brasileiros sejam beneficiados.

A proposta está em fase final de negociação e deve ser apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias.

Na primeira edição do programa, em 2023, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram mais de R$ 53 bilhões em dívidas.




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